sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Você sabe o que "Freeze" significa!?

  Ao caro leitor

  Você sabe o que “Freeze” significa?

  Sim!?Que bom!!

  Infelizmente “ Freeze” não estava na lista de vocabulário dos japoneses até aquele dia em que ocorreu uma tragédia.


  No dia 17 de outubro de 1992, um estudante japonês de intercâmbio chamado de Yoshihiro Hattori de 16 anos na época, que estudava inglês num colégio em Baton Rouge do Luisiana nos Estados Unidos, morreu levando tiro.


  Yoshihiro e o filho da família americana em que Yoshihiro se hospedava saíram juntos para participarem da festa de Halloween.Só que eles acabaram visitando uma casa errada por engano.

  O dono dessa casa achou que eles eram invasores e alertou direcionando sua espingarda para eles. Apesar de que o dono ter dito “Freeze ( Não mexa )” para japonês, Yoshihiro avançou em direção ao dono dizendo que ele veio para participar da festa de Halloween, com sorriso.Então,o dono disparou uma espingarda para japonês.

  No dia seguinte, todas as mídias do Japão trataram desta notícia como o assunto principal do dia e deu grande repercussão entre o povo japonês.

  No primeiro momento, os japoneses se assustaram com o fato de que espingardas estavam sendo bem inseridas na sociedade americana, até entre cidadão comum, na qual posses de armas por parte da cidadão era direito para eles se defenderem dos “outros ( inimigos )” por si, com espírito de pioneiro americano que explorou “novo continente”.


  Contudo, com o passar do tempo, surgiu outro ponto de vista em relação à tragédia.

  Eis ineficiência do ensino de inglês na escola.

  O povo japonês questionou quanto sobre o conteúdo do material tanto sobre o método de ensino, já que o ensino de inglês no Japão até então estava focalizado mais no aspecto gramatical e os alunos não conseguiam desenvolver suas capacidades de comunicação como dveríam.Lamentando pelo fato, surgia a opinião de que deveríamos ensinar as coisas úteis na escola, incluindo vocabulários práticos como “Freeze” conforme a realidade nos países cuja língua oficial é inglês.

  Como eu já tratei num post neste blog, até pode se dizer que o início da aula de inglês a partir de quinto ano do ensino fundamental e aula lecionado pelos estrangeiros são frutos dessa tragédia com a intenção de resolver os problemas citadas.

  Para minha grande vergonha, eu também não sabia palavra “Freeze”. Como japoneses usam palavra “Freeze” quando a tela do computador fica “congelado”, hoje em dia esta palavra é bem mais reconhecida.No entanto, nos anos 90, quando nem Windows 95 ainda não estava lançado, termo utilizado para computador ainda não fazia parte do nosso vocabulário.


  Surgia até o suspeito de que Yoshihiro se aproximou do dono de casa porque ele tinha ouvido “Please” em vez de “Freeze”. De qualquer maneira, foi uma lição de vida bem amarga, através do qual nós sabemos que salvar nossa vida é conhecimento.

  Para falar a verdade, nos anos 80,os número de estudantes japoneses que iam aos Estados Unidos por meio do programa de intercâmbio aumentavam cada vez mais, graças ao crescimento econômico do Japão.

  Como tinha mais jovens do que vagas nas universidades na época, muitos japoneses que não conseguiam ingressar nas universidades no Japão, “fugiram” para Estados Unidos com a desculpa “furada” de aperfeiçoar seu inglês.

  Digamos que estudar no exterior era moda entre os jovens na época.Parecia que a experiência no exterior fazia com que a pessoa diferencial tanto na vida privada quanto na vida profissional.Por isso mesmo, esta tragédia fez os japoneses refletirem sobre o estudo no exterior.


  Estudar no exterior com objetivos determinados como obter título de mestrado ou do doutorado, vai lhes garantir futuros promissores na volta ao seu país.Contudo, estudar inglês ou outras coisas durante 1 ano ou 2 anos no exterior como muitos japoneses daquela época não vai lhes proporcionar muitas coisas, apesar de que as experiência adquiridas serão valiosas.

  Quem se dá bem com vida faz sucesso em qualquer lugar do mundo.Quem não se destaca no seu país natal dificilmente vai fazer sucesso no exterior.Porque o sucesso pessoal não depende do local onde você atua mas depende da capacidade e determinação desse indivíduo.

  Pelo jeito, atualmente fazer intercâmbio está ficando moda entre os brasileiros de classe alta e classe média alta,não é?

  Que eu saiba, a maioria dos brasileiros que querem estudar no exterior é pessoa mais firme com determinação, ainda, diferente daqueles estudantes japoneses citadas acima, sem objetivo.

  E, querendo ou não querendo, os brasileiros já estão acostumados a lidar com perigos no dia a dia. Portanto, seja qual país for, os brasileiros não terão problemas em relação ao isso.

  Por outro lado, os japoneses em geral não sabem como devem comportar ao enfrentar situações perigosas, pois eles vivem num dos país mais seguro da planeta.Portanto, se eles quiserem estudar no exterior, precisariam mudar seu pensamento ao respeito e aprender a viver conforme a realidade do país,além de ter objetivos determinados.


  Por último, eu vou lhe informar desfecho dessa tragédia.O americano que matou estudante japonês ganhou inocência em razão de legítima defesa no processo criminal, por meio do júri popular. Só que ele perdeu no processos civis e precisou pagar compensação, pelos fatos de que ele tinha matados cachorros e gatos que entraram no seu terreno com sua espingarda e que ele bebia no dia da ocorrência.

  A propósito, como se diz “Freeze” em português?

  Eu lhe pergunto isso porque os japoneses que querem estudar no Brasil devem saber disso antes de mais nada.

  ;)

Comentários
11 Comentários

11 comentários:

Cromagnon disse...

Aqui seria "Parado!", mas é difícil cidadão de bem ter arma em casa, geralmente bandidos, autoridades ou ex autoridades é que andam armado ou tem arma na casa...e esses geralmente não vão dizer nada antes de atirar hehehehe.

ImpMontezuma disse...

Apesar do rapaz de cima não estar errado em dizer que a tradução seria "parado".. Eu acho que não tem uma palavra padrão que se usa aqui no Brasil com a mesma frequência como "freeze" americano... No momento de uma abordagem sob mira de arma de fogo o que você veria é uma pessoa apontando uma arma pra você e gritando varias coisas diferentes que dependem muito da situação... Mas eu acredito que não haveria tanto problema no Brasil quanto nos EUA quanto a isso... Ja que não é comum aqui as pessoas comuns andarem armadas... E mesmo policiais não iriam apontar uma arma pra um civil se esse não estiver armado (isso na teoria OK? XD... Você já deve saber que no Brasil acontece de tudo)... Mas com certeza o maior perigo nesse sentido pra um estrangeiro são os assaltos... E nesses casos não tem muito o que fazer... Tentar não irritar o assaltante é o máximo que pode ser feito. E mesmo isso não é garantia de segurança... Pois eu tenho que admitir que muitas pessoas são assassinadas em assaltos mesmo não reagindo... Isso porque muitos dos bandidos aqui saem na rua com a intenção de matar alguém. Infelizmente esse é um triste fato sobre o Brasil.

Serena disse...

Outra dica seria nao olhar para o olho e nem mesmo para o rosto deles para evitar suspeita de um futuro reconhecimento ou descrição dos assaltantes. E entregar tudo sem se afobar, relógio, carteira, dinheiro, joias, máquina fotográfica, ate as meias se pedirem. Para as mulheres tirar logo os brincos para entrega-los e não usar anéis apertados que não saem facilmente dos dedos. Não e' apenas com armas, há canivetes, facas, "peixeira" e sabe-se lá o que mais. Recentemente houve um caso de duas universitarias japonesas na Turquia. Ha muitos brasileiros no Japao que poderiam ensinar um pouco dessa realidade, mas alguns japoneses duvidam, achando que estamos mentindo ou exagerando. Quanto a palavra freeze ou parado são utilizadas em filmes e são pronunciadas por policiais. Então "mãos para cima" também deveria ser aprendida, pois poderá levar um tiro de um policial. Ou "mãos na cabeça ". Você já assistiu a filmes como "Cidade de Deus"? Ate mesmo eu me assustei com a criminalidade brasileira. Muito triste mas há ainda coisas piores pois são veladas e escondidas da sociedade, com conivência de pessoas altamente respeitáveis e tidas como regras tanto no Brasil como no Japão e em todo lugar. Sucesso e' ter vivido em paz. Não da para ter tudo ao mesmo tempo. Meu coração dispara a cada terremoto e esta' previsto um maior ainda que o de 2011. Ano que vem quero voltar pro Brasil, mas gosto muito daqui, portanto vamos levando e fazendo o bem pois a morte tem hora certa, nao importa onde estivermos.

Dú disse...

O problema é q no Japão eles aprendem a falar "furiiza", não existe palavras com duas consoantes juntas ou sozinhas, no caso "f" e "r" = "fr" freeze. O "f" seria "fu" e o "r" "ri". Ou que nem meu nome Eduardo, fica o "r" mudo, que tem som de "ru", ficando Edoarudo.

Tipo quem fala espanhol não consegue falar Julieta, fala Rulieta. Tem um amigo argentino que está mais de 20 anos aqui e não consegue falar de jeito nenhum o "j" e também o "z" vira "s". Cozinha vira cossinha, casa vira cassa..

Anônimo disse...

Uma vez aconteceu algo cômico para não dizer trágico, um cara armado me abordou na rua e falou: "-Parado". Aí, eu no reflexo levantei as mãos e o ladrão gritou: - Você tá louco? Abaixa essas mãos aí e não dá bandeira, você acha que aqui é o velho oeste?

Domo arigato Mr Roboto, domo disse...

Ola, se alguem aponta arma pra mim nao precisa falar nada, fico parado, congelado, travado, cagado,imediatamente.

Mas o caso do japones pode ser maldade tbem, veja o caso do vigia que matou um rapaz negro, apesar de absolvido muitos alegam que foi racismo.

Domo arigato Mr Roboto, domo disse...

Ah é.

Freeze pode lembrar aquele vilão do Dragon Ball

T+

Anônimo disse...

O problema também é a pronúncia: "please" e "freeze" podem ter pronúncias iguais conforme a região. Nesse caso houve o imprevisível, podendo tanto o homicida suspeitou de um crime e por isso se defender e o adolescente assassinado não soube o que fazer no momento.

Anônimo disse...

esse julgamento foi a maior furada, o cara não foi condenado por mata um ser humano mas foi por mata bichos, a fala serio ele estava bêbado deveria ter sido considerado culpado.

Serena disse...

Como fiquei pensando neste caso, resolvi verificar melhor e achei, para os mayors de 16 anos, um outro filme que mostra uma cidade vizinha a que ocorreu o crime e tambem mostra o mesmo tipo de arma e ate usa palavras que lembram a tragedia, my castle e big mistake. O dono da casa tentava proteger o seu castelo, tinha vontade de ser heroi usando a arma do Dirty Harry e cometeu um grande erro. Em uma das cenas deste filme Nicolas Cage procura uma colher de prata. Este eh o titulo de um romance para todas as idades em japones chamado gin no saji 銀の匙 (colher de prata) do autor Kansuke Naka 中勘助 . Duas obras, dois estilos. Na cena do crime duas pessoas tao diferentes se encontraram. O adulto induzido pelo terror da esposa, o jovem tendo e procurando por mais diversao. Faz lembrar tambem a maquina do tempo. Um Eloi solto no mundo dos Morlocks. Se pudessemos voltar no dia 16 de outubro de 1992 ou antes, o que poderia ser feito? Tantas coisas quanto os detalhes que existem neste fato veridico que parece ate ficcão. Ele poderia ter verificado o numero da casa, poderia ter esperado la fora e nao ter entrado no quintal, se ele nao tivesse perdido as lentes de cantato, etc. Gostaria de pensar que a ambulância chegou em 10 minutos e não em 40 minutos e o jovem pode ser salvo. Foi dito por alguém que o problema da palavra Please foi usado como distracao para sair do foco da discussao e colocar a culpa na vitima. Num livro, a questão de ser diferente, não-branco foi citada como motivo para o medo do casal e para que o homem atirasse e que fosse absolvido pelo júri. O segundo processo civil não admitiu que ele foi culpado do crime mas que a família deveria receber uma indenização. E casos como esses já aconteceram antes e depois deste caso de 1992, com adultos atirando em jovens. Sempre com intenção de proteger a esposa e os filhos. E por azar algum jovem alheio aos acontecimentos dentro da casa, aparece a noite no quintal. Para a lei daquela cidade, importou saber se houve invasão do domicilio, se o dono da casa teve razoes para se sentir ameaçado e se a resposta for sim, ele estará livre. Mas não isento de compensar a perda da familia da vitima inocente, o que ocorreu no segundo julgamento civil. No caso do jovem Yoshi, como ele era tratado pelos amigos do intercambio, a questão de língua e raça, de detalhes jurídicos, do controle de armas, cada pessoa leva a questão para o lado que escolha e pode ser visto como um caso único, isolado, mas nos livros de jurisprudência, as emoções são deixadas de lado e os casos são abordados nos aspectos técnicos. E um advogado famoso da cidade ganhou este caso usando os sentimentos do júri que se identificaram com o atirador. Mas o sistema precisa de pessoas comuns para decidir. Muito complicado.

Ricardo T. K. disse...

O porte de arma é bem difícil conseguir, mas está cheio de armas ilegais por aí, o cara ia falar "PARADO AÍ JAPA SENÃO LEVA CHUMBO".

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