sábado, 23 de dezembro de 2017

Eu fui paquerado por uma gaúcha, cuja profissão era ......!?

  Ao caro leitor

  Paquerar é ナンパします em japonês, na minha opinião, apesar de que sua tradução é 異性に言い寄る no meu dicionário.

 ナンパ é paquera, um substantivo, um ato de que geralmente um homem tenta ter relação com uma mulher.


 逆(ぎゃく)ナン é a paquera de direção contrária, já que ぎゃくsignifica contrária.

  Ou seja, 逆ナンsignifica que uma mulher paquera um homem.

  Você já teve 逆ナンna sua vida?

  Eu já, sim, uma vez e única vez. ブラジル人に逆ナンされたことがあります。

  Em 2001, quando eu acabei de me mudar do interior de São Paulo para Porto Alegre, eu saí com um aluno e seus amigos, todos brasileiros, sábado à noite.

  Para ser mais exato,  a gente foi para um bar perto do Parcão, um bairro famoso por bares aqui em Porto Alegre.

  Nós estávamos bebendo sentado ao redor de uma mesa.  Eu “bebia” coca cola como sempre, pois eu não bebo nenhuma bebida alcoólica.

  De repente, uma moça que estava sentada um pouco distante veio até a nossa mesa e me deu um papel dobrado e voltou para sua mesa.

  Você pode imaginar o que estava escrito no papel???

  Ao abrir o papel dobrado, eu nem consegui acreditar no que estava escrito no papel.

  “Eu te achei bonito. Você é chinês ou coreano?”

  Eu dei risada na cabeça, pois eu não era nenhum dos dois.

  Eu mostrei isso para pessoal e eles e me mandaram ir até a mesa onde essa moça estava com sua amiga.

  Apesar de que eu era bem tímido na época, tomando coragem, eu fui até a mesa. Conversei um pouco com ela e nós trocamos o número de telefone residencial, porque o celular não era comum na época e nem tinha whatapp.

  Naquele dia, era só isso.

  Alguns dias depois, ou no dia seguinte, ela me ligou ou eu liguei para ela, eu não me lembro muito bem.

  Que seja, nas próximas semanas a gente conversou pelo telefone muitas veze por semana.

  Em princípio, eu odiava e ainda odeio falar pelo telefone. Contudo, a gente falava durante 1, 2 horas na época, apesar de que o meu português era pobre ainda.

  E através da nossa conversa, ficava sabendo sobre ela cada vez mais.

  O que me surpreendeu mais foi  sua profissão.

  Por incrível que pareça ela era modelo.  Na verdade, ela era ex-modelo.

  Na época, ela tinha 21 anos, e eu tinha 29 anos. Segundo ela, ela ia para o Japão várias vezes para trabalhar como modelo aos 15 anos.

  Ao saber disso, eu não acreditei nisso.

  Ser paquerado por mulher já era uma coisa inédita na minha vida. E quem me paquerou foi modelo.

  Parece um conto de fada,ne? Mas, é uma história real que aconteceu comigo.

  Bom. Ela me explicou  que uma moça de 21 anos já é considerada velha no mundo de modelo e sua altura 1m75 era baixa para trabalhar como modelo internacional.

  Por isso mesmo, ela fazia faculdade na UNISINOS. Não me lembro de qual curso ela fazia.

  Além disso, ela me contava seguintes coisas.

  Ela trabalha como garota de verão nas praias do R.S durante verão e ganhava 6 mil reais trabalhando só 3 dias.  ( 6 mil reais era grana grande há 16 anos. )

  Ela canta como uma cantora semi-profissional numa banda e grava músicos em CD e manda isso para produtoras do Rio de Janeiro. ( Eu escutei algumas músicas delas e cantava super bem. )

  Ela morava com namorado coreano, mas ela acabava de se separa recentemente. ( Imagino que ela estava carente e queria atenção de algum asiático para seu consolo. )

  Depois do primeiro encontro, eu sai com ela uns 3 vezes.

  Contudo, o papo com ela nunca foi muito legal. Além do mais, ela não era do meu tipo. Ela era bem magra e mais alta do que eu.

  Ela me mostrou foto dela quando ela não era tão magra. Eu gostei mais dela dessa foto.

  Sinceramente eu prefiro a mulher fofa à mulher magra, pois eu não quero abraças ossos, sim carne, ou melhor, gordura.

  Enfim, eu não entendi o que ela quis comigo. Então, eu não fiz nada. Nem “fiquei”. Só conversamos bastante, na maioria das vezes, pelo telefone. Talvez isso tivesse ajudado a melhorar meu português.

  Nossa relação esquisita continuou durante 3, 4 meses. Depois ela desapareceu de repente.

  Entretanto, eu tenho que agradecer ela, pois ela me deu uma experiência extraordinária no meu currículo : ser paquerado por mulher.

  Se eu tivesse morado no Japão, eu jamais teria sido paquerado por uma mulher japonesa.

  Provavelmente porque eu não tinha nada que as japonesas buscam em homens. Simplesmente eu não nasci com esse dom, uma coisa que não consegue obter através do esforço, infelizmente.

  O milagre aconteceu só porque eu vim ao outro país : Brasil.

  Eu te chamo isso de milagre, pois isso não repetiu.

  Para que eu consiga ser paquerado por mulher no Japão, eu preciso me reencarnar pelo menos 20 vezes, sem brincadeira.

  A conclusão é seguinte.

  Se você não é procurado pelo sexo oposto no seu país, essa situação não mudará no outro país também, em princípio.

  Lamento lhe avisar o seguinte, mas infelizmente os brasileiros que não são populares entre as brasileiras jamais farão sucessos no Japão.

  Só que por falar em japonesa, essa regra não será aplicada, para alegria das japonesas.

  Misteriosamente as japonesas são bem populares no exterior, inclusive Brasil. Não sei porquê.

  A não ser que é muito feia, as japonesas conseguem arranjar namorados brasileiros e até os bonitões.

  Eu tenho impressão de que os brasileiros não conseguem saber diferenças entre as japonesas, pois todas são iguais, com olhos puxados.

  Porém, há um critério que os brasileiros se importam : idade.

  Os brasileiros param de dar bola para as japonesas acima de 30 e poucos anos. Algumas amigas minhas relatavam e reclamavam sobre isso.

  ;)
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